Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos. Salmos 119:105
slide
relogio
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Trabalho sobre a importância da Missão Integral da Igreja
Antes de falar sobre a Missão Integral eu quero falar um pouco sobre o que é ser igreja.
A igreja é a geração eleita o sacerdócio real, a nação santa e o povo adquirido por Deus, a igreja foi escolhida para proclamar as virtudes de Deus que a tirou das trevas para sua maravilhosa luz.
A igreja representa o corpo de Cristo ela é uma criação divina, foi propósito de Deus criar uma igreja dinâmica para anunciar as boas notícias e manifestar sua multiforme sabedoria – (Efésios 3:10-11), ela é uma posse de Deus a igreja é a casa de Deus, representa a habitação de Deus em 1 Coríntios 6:19-20 nos diz que fomos comprados por Cristo, ela é funcionalidade e relacionamento divinos, ou seja, ela é a encarnação da mente de Cristo, ela é feita por relacionamentos para que assim possa funcionar como um organismo vivo onde todos os órgãos funcionem corretamente dentro desse corpo.
A igreja é uma sociedade ordenada e estruturada divinamente a igreja deve funcionar de uma forma ordenada e coordenada, dentro da igreja precisa existir uma organização, precisa existir ordem para que ela possa crescer,
A missão integral da igreja enfatiza a pregação do evangelho de uma forma verbal e prática, verbal no que diz respeito ao anuncio da palavra de Deus, que cura, liberta e transforma o homem e a mulher, na forma prática é a manifestação dessa verdade, ou seja, a encarnação dessa mensagem, sendo atuante na ação solidária para com as necessidades dos pobres e marginalizados.
A missão integral da igreja visa o cuidado do ser humano como um todo, atingindo a vida espiritual e física, libertando as pessoas de toda a prisão social, espiritual, física e emocional.
Nós fomos chamados por Cristo como está escrito em João 15:15- Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.
A igreja tem que se identificar com o mundo sem se contaminar e inserir no Homem uma reorientação radical, não adianta só o tira-lo do mundo, mas levá-lo a ter uma vida digna de acordo com os valores do reino.
A igreja tem que agir dentro da sociedade e não se isolar do resto do mundo, tem que fazer a diferença no mundo e para que isto ocorra deve se mostrar as boas obras no mundo Mateus 5:16- Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
Ser o sal e a luz, levar sabor pra aqueles que estão com uma vida desgostosa, levar a luz pra aqueles que estão na escuridão e não enxergam nada porque as trevas o cegaram como está escrito em 2 Coríntios 4:4- Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
A s pessoas estão cegas, vazias, deprimidas, endividadas, no mundo vive-se uma globalização capitalista e consumista.
Porque eu digo consumista, porque ser consumista é comprar algo de que não necessita, ou seja, é ter necessidade de comprar para se saciar, já consumo é comprar algo necessário para nossa sobrevivência diária.
Muitas pessoas vivem um vazio existencial, busca por algo que possa suprir esse vazio essa carência, chama-se isso de busca por transcendência, esse vazio é devido ao pecado inicial que afastou a humanidade da comunhão com Deus, por isso sentem saudades de algo que os preencha e somente Deus pode ocupar esse espaço e trazer saciedade e alegria ao Homem.
Para que uma igreja possa obedecer ao IDE de Jesus, ela precisa ser estruturada e funcionar com um organismo vivo, na qual todo corpo funcione corretamente, e se edifique mutuamente, a igreja precisa vivenciar a ação social, tem que ter uma participação junto à comunidade, investir nas pessoas, tem que se comprometer mais com o bairro, esse tem sido o grande desafio da Missão Integral cuidar do ser humano como um todo, levando a igreja e ter essa visão de ser atuante de uma forma mais humana e social entendendo que cada necessidade humana é uma oportunidade para se fazer missão.
Podemos dividir a natureza da missão da igreja em três características: Em primeiro lugar é de adorar e servir a Deus, e em segundo tem uma missão com seus próprios membros e em terceiro tem uma missão para com o mundo.
A missão para com Deus consiste em adorá-lo exclusivamente (Ex 20:3-5, Dt 6: 4-8), adorar a Deus significa reconhecer o valor da sua dignidade, significa se prostrar e reconhecer que Dele dependemos.
A adoração só pode ser perfeita através de Jesus Cristo quando o reconhecemos e aceitamos que Ele nos ligue a Deus.
A adoração que agrada a Deus é a adoração sincera e verdadeira de uma vida que vive em obediência a sua palavra.
A missão da igreja para com ela mesma é a edificação mútua é um servir ao outro vos abençoando, quando estamos unidos em comunhão Deus derrama a unção, o refrigério, a benção (Salmo 133).
Em Ef 4:8 nos diz que Jesus Cristo entregou dons aos Homens, em Efésios 4:11-13 ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
Nesse texto observamos que os dons entregues a sua igreja por Jesus Cristo são para a edificação e aperfeiçoamento de seu corpo que é a igreja para chegar a maturidade atingindo a plenitude de Cristo.
Cada pessoa tem um ministério, quando falamos em ministério não falamos de status, mas falamos em servir, porque ministério é serviço.
Ministério envolve renúncia, humildade, ajudar as pessoas nas suas necessidades seja de ordem espiritual, material, física.
Temos que usar nossos dons como bons despenseiros da multiforme graça de Deus (1Ped 4:10).
Quando a igreja se reunir deve se instruir mutuamente (Colos 3:16, Ef 5:19)
A missão da igreja para com o mundo é alcançar os descrentes com o evangelho de poder conduzindo-os a salvação.
A igreja precisa conhecer os desafios da evangelização e descobrir meios para preparar estratégias necessárias para o desempenho dessa tarefa.
Deus nos escolheu para levarmos essa mensagem e agir nessa sociedade que está corrompida e corroída pelo consumismo, individualismo, violência, corrupção política, imoralidade, diversidade religiosa e desigualdade econômica, fomos chamados para integrar a grande comissão, a igreja funciona como uma agência ensinadora, como uma agência educacional, que tem a missão de introduzir os valores do reino na vida das pessoas.
A igreja tem a responsabilidade de restaurar a imagem de Deus na vida das pessoas.
Antes quando se falava em missão, falava-se muito em transpor barreiras geográficas, mas apartir de 1974 no Pacto De Lauzane começou também a fazer missão de uma forma diferente, aproveitando as necessidades do ser humano para anunciar a mensagem de Cristo.
Agora falaremos sobre os dons e ministérios que Jesus Cristo concedeu a igreja.
Como já foi comentado acima os dons são para aperfeiçoar os santos para a obra do ministério edificando o corpo de Cristo.
Existem habilidades naturais que são habilidades nas quais a pessoa tem uma facilidade para fazer algo e quando utilizada em prol do reino de Cristo chamamos de dom natural, mas existem os dons espirituais que são entregues pelo Espírito Santo e estes são de suma importância para a igreja que sem eles a igreja não permanece.
Esses dons encaixam cada pessoa no seu ministério e são para a glória de Deus, são para honrar exclusivamente a Deus, esses dons são para que sirvamos a Deus e a nossos irmãos de maneira que o corpo seja edificado.
Em Atos 6:1-6 – relata que ocorreu um crescimento e estava acontecendo uma divisão entre os judeus e as viúvas helenistas, pois elas estavam sendo desprezadas no ministério cotidiano, era necessária uma intervenção rápida para que futuramente isso não se tornasse num grande problema, então os apóstolos pediram para que escolhessem sete homens com qualidades diferenciadas, de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria para que servissem as mesas enquanto eles ficariam se dedicando a palavra e a oração.
O que observamos com esse episódio é que aqui nos mostra dois tipos de dons, o dom de servir e dom de falar.
Em Efésios 4:4-16, relata alguns dons e a unidade desses dons.
Apóstolo- aquele que envia uma mensagem.
Profeta- habilidade dada por Deus para falar a mensagem da palavra de Deus.
Evangelista- mensageiro das boas novas.
Pastor- alimenta, cuida, protege o rebanho.
Mestre- instrutor que ensina a palavra com clareza e maneira inteligível.
O que temos que entender que a obra é espiritual é deve ser feita na direção do Espírito Santo, Jesus Cristo nos capacita para desempenharmos nosso ministério (2 Cor 3:4-6).
Em 1 Cor 12:1-7, nos mostra que existe uma variedade de dons, que são distribuídos pelo Espírito Santo, visando sempre trazer a glória de Deus para a edificação do corpo.
O que temos que sempre ter em mente é que não conquistamos nada por merecimento, é Deus que estabeleceu cada um em seu ministério na igreja (1 Cor 12:28-31).
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Resumo de livro Breve História de Israel
Livro: Breve História de Israel
Autor: Milton
Scwantes
Editora: Oikos
Resumo do livro Breve História de
Israel
Introdução
Para
entendermos a origem do povo de Israel é necessário entendermos o contexto do
local onde se desenvolve sua formação, que é na terra de Canaã, terra de Israel
ou Palestina.
A
Palestina se localiza entre Mesopotâmia e o Egito, ela é delimitada pelos
desertos e pelo mar.
A
Palestina é cercada por vales no litoral Saron e pelo profundo vale do Jordão,
entre os dois estão às montanhas da Galiléia, da Samaria e de Judá.
Origem do Tribalismo
Do
século XVI ao século XI a.c quem governava a Palestina era o Egito, mas não
conseguiu impor sua própria administração aos cananeus, então procura fazer
alianças com os reis das cidades estados cananéias, além disso o exército
egípcio não era capaz de tornar-se tão presente na Palestina, dependia de sua
anuais expedições de saque.
O
Egito fazia parte dos grupos que haviam invadido séculos anteriores e formava a
elite, controlava o campo, esse controle era exercido da força militar e da
religião de El e Baal.
Forçava
os camponeses a pagar tributos se não funcionasse pela religião usava-se a
força militar e assim oprimia severamente o povo do campo.
Israel faz parte do povo do campo, faz parte da
Palestina, não vem de fora, não surge pela conquista ou imigração.
A desintegração das cidades-estados e a mudança da
idade do bronze para a idade do ferro fez com que o Egito reduzisse suas
fortalezas militares e fez com que enfraquecesse seu domínio sobre Canaã.
Aproximadamente em 1300 a.C os camponeses
aproveitam essa situação e migram para as montanhas, diversos grupos aderem
essa novidade, todos vêm de êxodos, cansados da opressão se refugiam nas
montanhas.
O que favoreceu essa nova oportunidade de habitar nas
montanhas foi devido a utilização do ferro com isso a vida se torna mais fácil,
com o descobrimento dessa técnica eles constroem cisternas para armazenar água das chuvas utilizando nas
secas de verão, criam cidades sem opressão, surge essa sociedade de união, não
há tributo nem sacerdotes corruptos, o tribalismo é igualitário, tudo é
decidido na família, todos constroem, consomem, produzem e defendem a terra,
quando surge algum problema um juiz se levanta para defender sua família, sua
tribo.
Constituição da Monarquia
Em
aproximadamente 1050 a.C
a monarquia se impôs venceu o tribalismo no sentido de projeto social, mas a
ideia tribalismo nunca foi destruída. Com o passar dos anos nesse sistema de
monarquia começou a surgir o pobre, o escravo tudo isso foi devido à introdução
do gado na produção agrícola, o gado precisava de um exército para defendê-lo,
de mais comida e de mais espaço tirando a terra da população.
Além dos problemas internos o povo estava com medo da
invasão de povos vizinhos, por habitarem perto das grandes rotas comerciais que
passam pela Palestina, o caminho dos filisteus e o caminho Real, por isso todos
queriam dominar militarmente essa rota e nesse cenário vai surgir à figura de
um rei.
O primeiro rei é Saul, em seu início de governo Saul
se mostra solidário no episódio que defende Jabes em Gileade, mas não formou um
exército profissional, não organizou uma capital, sua família e alguns amigos
eram sua corte, ele acaba sendo derrotado pelos filisteus pelo controle da rota
comercial.
O próximo rei é Davi no período que estava fugindo de
Saul torna-se mercenário conhecido como hapiru, se une a 400 homens
desesperados e endividados (1Samuel 22-29), defende o gado dos ricos, chega a
tornar-se mercenários dos filisteus e aprende o que é estado em sua força mais
elaborada, conquista Hebron o centro da grande Judá, de Hebron conquista
Jerusalém, derrota os filisteus e assume o controle da rota comercial.
No final da vida de Davi existiram lutas pela
sucessão pelos grupos ligados ao campo e grupos ligados a cidade.
O último rei da monarquia unificada é Salomão que
vence Adonias nessa disputa, Salomão representa o governo das elites da cidade
e do comércio, enquanto que Davi buscava suas riquezas dos povos vizinhos
Salomão organiza o tributo interno em forma de arrecadação e trabalho forçado
na construção do templo e suas casas.
O templo é erguido e dedicado a Javé que é o Deus do
camponês, para poder justificar a cobrança exploratória de tributos, já que o
povo não negaria tributos para o seu “DEUS”, com isso ele se torna o Deus da
base política de Israel, mas quem se alimenta disso tudo é o rei e o sacerdote.
O povo de Israel nasceu de tribos agora é uma
sociedade estratificada e Javé foi trazido como uma bandeira de união entre o
camponês e a elite.
Nessa época de monarquia o povo volta a ser
explorado, oprimido e massacrado por essa monarquia corrupta.
Os profetas não aceitam essa religião do templo, não
aceitam essa religião elitizada e o profeta Jeremias a chama de “CAVERNA DE
SALTEADORES”-(Jeremias 7:1)
Com a morte de Salomão termina o reinado unido de
Judá e Israel.
Os dois reinos Judá e Israel
Por
volta de 926 a.C
começa a história dos dois reinos, a razão da separação era eminentemente
social, o povo de Israel estava cansado de pagar tributos e de ser explorado
por Jerusalém.
O
povo tenta fazer um acordo em Siquém com Roboão filho de Salomão para diminuir
os tributos e a exploração, mas, Roboão não aceita então o povo mata Adonirão superintendente dos trabalhos
forçados e voltam ao sistema de tribalismo.
Jeroboão
é feito rei do norte ,o reino norte é mais voltado para o sistema
antimonárquico e no sul quem governa é Roboão, o sul era mais dinástico.
O
reino sul é marcado por sucessões familiares, já o reino norte é marcado por
golpes de estado, no reino sul vai predominar no povo a esperança messiânica
davídica.
Houve
momentos que esses reinos se combateram (1Reis 15:16-22) e houve momentos que
se aliaram( 1Reis 22:29).
Oséias
proclama que Javé não quer mais sacrifícios, mas, sim solidariedade, o profeta
luta pela realidade do povo sofredor, ele se torna um hermeneuta do povo
interpretando e entendendo o contexto do povo pra poder defendê-lo.
No século IX a.C entre 850/800 a.C a parte norte tem
forte estado econômico, militarmente forte, comprovado arqueologicamente com
sua capital em Samaria, já a população no sul era escassa.
Reis e Impérios
Cada
império teve sua forma de dominar uns mais cruéis que outros, mas, todos
matando, roubando e cobrando impostos.
Um
nova realidade surge na Palestina, agora o inimigo não vem do sul e sim do
norte da Mesopotâmia.
Em
745 a.C
a Assíria conquista a Palestina com Tiglate Pileser III, esse império é
brutal e destruidor, eles aperfeiçoam a utilização do ferro com isso surge uma
nova etapa, o ferro é mais refinado, laminado, as armaduras são mais leves e
resistentes.
A
forma de governo da Assíria é destruir por onde passa e isso faz com que eles
acabem com tudo ao redor sem deixar locais para ser explorado futuramente.
Em 722 a.C O reino norte cai, a Assíria queria
conquistar o Egito ao sul e precisa passar por Israel que estava entre eles na
posição geográfica, a cidade é destruída, seus habitantes são levados em
cativeiro e substituídos por povos de outras nações, transformando Israel em
uma parte de seu sistema provincial, muitos do reino norte migram para o reino
sul, e levam seus deuses, sua cultura.
Em
705-701 a.C o sul também é
arrasado e 46 cidades são destruídas.
Em
671 a.
C a Assíria conquista o Egito.
Em
640 a.C
a Assíria perde o controle de Judá e começa a se enfraquecer, nesse período de
disputas entre Egito, Babilônia e Assíria que já agonizava ocorre um momento na
Palestina com Josias.
Breve
período de autonomia nacional para Judá que, contudo está sob ameaça de um novo
império que virá, Josias é colocado pra reinar com oito anos de idade (2Reis
21:24), reafirma-se o tribalismo.
Em
622 a.C
ocorre a reforma de Josias, essa reforma se dá por causa do livro encontrado no
templo (2Reis 22:23), esse livro é lido pelo rei, por seus ministros e faz
todos desejarem a reforma, o livro do deuteronômio reafirma a união entre os
irmãos segundo a reforma tribalista.
Em
614 a.C
cai a cidade de Assur.pela Babilônia.
Em
612 a.C
cai a cidade de Nínive a última capital da Assíria.
Em
609 a.C
ocorre a Batalha de Carquemis na qual a Babilônia vence a Assíria e o Egito e
toda a liberdade provisória de Israel estava prestes de terminar, Josias é
morto em confronto com o Egito, o povo da terra colocou Jeoacaz seu filho em
seu lugar que reinou por três meses e foi deportado para o Egito onde morreu,
Jeoaquim foi feito rei pelos egípcios, mas logo depois perderam o domínio
internacional para os Babilônios.
Em
605 a.C
o rei Jeoaquim muda de lado e passa a pagar tributos para os Babilônicos nesse
período Judá é invadida e Jeoaquim morre.
Em
597 a.C
Joaquim filho de Jeoaquim assume o trono, nesse período dez mil elite são
deportados para Babilônia, Joaquim se rebela e também é levado cativo.
Em
587-586 a.C os babilônios
fazem rei a Zedequias sobre os que restaram sobre Jerusalém e Judá, logo mais
adiante Zedequias se rebela e deixa de pagar tributos, então Judá e Jerusalém
são invadidas, tem o templo destruído, saqueado e as muralhas quiemadas.
Os
remanescentes vivem a retribalização, já na Babilônia os deportados viviam em Tel Aviv, trabalhavam
para sua sobrevivência e pagavam o tributo, mas possuíam liberdade para cultuar
seu Deus Iavé.
Em
550 a.C
os Persas começam a emergir e segundo conta Heródoto, Ciro era parente dos
Medos, logo Ciro conquista os Medos e unifica seu governo, eles governam
através de satrapias ou províncias, possuem um sistema de comunicação bastante
desenvolvido por um sistema de estradas, trocas de mercadorias e informações,
os próprios persas é quem governa nas satrapias.
Em
539 a.C
Ciro conquista a Babilônia , de criadores de cabra os persas se tornam uma
potência.
Em
536 a.C
Ciro permite a migração do povo judeu para sua terra, alguns judeus
conquistaram alguma posição e não queriam ir para Jerusalém.
Na
época de governo persa muitos viviam em grande miséria, a marginalidade dos
pobres era a marca registrada da cultura, da vida cotidiana, ocorreu
proliferação de muitas doenças como a lepra e nessa época surge a literatura
sapiencial, os provérbios , as reflexões ,os salmos que tratam das dores
sofridas.
Em
525 a.C
Cambises filho de Dario conquista o Egito na batalha de Pelusa.
Em
515 a.C
os judeus terminam a construção de templo que estava paralisada por quase 20
anos.
Em
490 a.C
Dario I faz guerra contra os gregos, por mais que os persas eram muitas vezes superiores
em sua forças bélicas, não conseguiram se impor nem por terra e nem por mar, as
estratégias gregas lhe foram superiores e compensaram seus exércitos
numericamente tantas vezes inferiores e os gregos foram superior nessa batalha.
Em
457 a.C
Esdras vai para Jerusalém, ele era de origem sacerdotal, mas sua ação em
Jerusalém não será de cunho sacerdotal, ele tem a missão de restaurar a lei de
Deus no coração do povo, pois o sacrifício não ia bem, estava ocorrendo um
certo desinteresse pelo sacificialismo, os problemas sociais, a escravidão dos
jovens, o descumprimento da lei na relação de casamentos com outros povos .
O
povo precisava voltar a cumpri a lei para assim restaurar a sua identidade.
Em
445 a.C
Neemias também vai para Jerusalém, ele era copeiro do rei, era um importante
funcionário na corte persa ao saber da notícia sobre a ruína das muralhas de
Jerusalém, e como sua família estava desprotegida e em grande miséria ele pede
para o rei autorizar sua ida para restaurá-la.
Os
adversários de Judá e os próprios contemporâneos não queriam que ele
restaurasse os muros para Jerusalém não ser mais um entreposto alfandegário,
essa restauração era contra os interesses dos que eram adeptos ao regime
tribal.
Na
construção dos muros aumentou muito o número de pessoas pobres que foram
escravizadas, os judaítas mais ricos eram os credores que levavam os jovens a
escravidão.
Mesmo
diante de todas as opressões e impedimento, ele consegue restaurar os muros em
52 dias.
Em
333-323 a.C o império grego
de Alexandre o Grande controla a Palestina
Em
323 a.C
após a morte de Alexandre dois se seus comandantes, os diádocodos assumen o
controle, primeiro foi o período de Ptolomeu ou Lágidas do Egito e depois os
Selêucidas da Síria.
Nessa
época de governo ptlomáico surge a tradução da bíblia para o idioma grego a
chamada Septuaginta.
Já
no governo sírio Antíoco Epífanes quer helenizar toda a Palestina, alguns
aderem esses costumes, mais outros não, os Macabeus ou Asmoneus, se levanta por
não aceitar essa cultura, nesse período os sacerdotes se corromperam e pagavam
para assumir esse ofício sacerdotal.
Em
63 a.C
Pompeu anexa a Palestina como província de Roma.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Resumo do Livro: A hora e a vez dos leigos
RbResumo do Livro: A hora e a vez dos leigos
Esse livro fala sobre a vida do pastor Paul Estevens, um pastor batista que abriu mão do serviço de pastor integral para ser carpinteiro.
Esse livro fala sobre a vida do pastor Paul Estevens, um pastor batista que abriu mão do serviço de pastor integral para ser carpinteiro.
De início pareceu-lhe uma dura decisão, porque Paul amava
o que fazia outra característica que observamos na vida de Paul era que ele
acreditava no corpo atuante dos cristãos no ministério, ou seja, toda igreja
atuando para o crescimento da obra de Deus e edificação dos irmãos- EF 4:12.
A tarefa principal do pastor não é só fazer, mais
equipar, preparar os leigos para o ministério. Isso inclui uma capacitação
completa dos santos para a obra, ajudando os leigos a desenvolver seu chamado
para ser atuante tanto na igreja como no mundo.
Essa é uma tarefa árdua e precisa que o pastor ou o líder
ajude os leigos nessa caminhada, transformando o potencial deles em realidade.
O líder tem que ter essa visão de capacitação de sua
igreja transformando o povo de Deus em povo ministrador.
A decisão de Paul em trabalhar como carpinteiro era para
ter a experiência de sustentar sua família com seu trabalho e servir de exemplo
no que ele acreditava que nem sempre o modelo do pastor assalariado, de tempo
integral, é o melhor. A igreja precisa também de pastores que exerçam outra
profissão.
A missão dos líderes é a de preparar os santos para a
obra no ministério com fundamentos bíblicos e teológicos seguros.
A igreja inteira é um povo sacerdotal, a Nova Aliança
torna competente para o ministério as pessoas mais fracas, mais inadequadas- 2
Co 3:4-6.
Deus tem derramado seu poder sobre toda a igreja nesta
era pentecostal, formando um povo de servos, um povo do reino, um povo dotado,
contemplado com dons e graças multiformes para o ministério.
É uma responsabilidade primeira dos líderes, bem como a
preocupação de cada membro para o ministério.
Paul sempre acreditou no seu chamado para ser um
capacitador, que era chamado por Deus para ensinar e pregar a palavra, e não
achava essencial ser sustentado pela igreja, considerava seu chamado como o de
um cristão que havia recebido um chamado de Deus, e obedecido.
O ministro leigo também deveria ser ordenado no
ministério e não somente os ministros de tempo integral, os chamados profissionais,
surge um problema então, mesmo aqueles que têm chamado de Deus e não atua de
forma integral( profissional) não poderia exercer seu ministério e colocar seu
chamado em prática, porque não seria ordenado pela convenção. Essa foi a idéia
que ele apresentou em sua ordenação, e isso gerou muita polêmica, pois os
chamados profissionais se sentiam ameaçados pelos leigos de tomarem seus
lugares em seus ministérios, mas essa idéia foi aceita, e assim em sua igreja
se formou um grupo ministerial de presbíteros-diáconos não profissionais.
Paul percebeu que a capacitação dos leigos o ajudaria a
dividir as cargas e não sobre carregá-lo, e com isso poderia utilizar o seu
tempo para outras tarefas importantes.
Depois de uma experiência que sua esposa teve, mesmo sendo
considerada leiga em seu ministério ela exercia um ministério de oração e cura
entre as pessoas que tinham cicatrizes profundas na alma, Paul aprendeu uma
coisa sobre a preparação dos santos eles precisam de oportunidades para
experimentar vários ministérios, inclusive o de profetizar e orar por cura.
Paul decidiu então colocar em prática o que acreditava e
pediu confirmação pra Deus e Deus lhe respondeu sobre fundar uma igreja em
Vancouver, como a igreja não teria condições de lhe sustentar, ele teria que
trabalhar, um irmão ofereceu-lhe um emprego de aprendiz de carpinteiro, e Paul
aceitou a gentileza e aos 37 anos iria recomeçar e iniciou uma nova etapa em
sua vida.
Essa seria há única maneira para ganhar experiência para
um ministério mais amplo na preparação dos leigos.
O
cristianismo surgiu como um movimento leigo, só depois que a religiosidade
colocou os leigos numa posição secundária.
Essa administração era muito utilizada no mundo
Greco-romano, em que essa administração se dividia em duas partes O CLERO- os magistrados e o LAOS- os leigo (o povo - que era
considerado ignorantes e inculto) era esse sistema que Paul acreditava que
impedia a igreja de se edificar mutuamente e crescer.
Paul passou por momentos difíceis, mas conseguiu seguir
adiante e aprender algumas lições sobre o que é ser um leigo.
Interessante que um pagão chamado Celso no Segundo Século
percebeu os que trabalhavam com lã, os sapateiros, os lavadeiros e os
camponeses mais iletrados e rústicos levavam o evangelho mais adiante do que os
bispos, os apologistas e os teólogos.
Por isso entendemos que os leigos precisam ser preparados
para produzir frutos e que estes frutos permaneçam.
A capacitação tem que se preocupar muito mais com a
formação do caráter do que com habilidades ou informações.
O caráter demora um tempo pra ser formado, é por isso que
o testemunho positivo de um líder influencia seus seguidores e futuros líderes,
Paulo ensinava com seu testemunho como o de um imitador de Cristo.
Nessa nova fase Paul percebeu que ele vivia num mundo
aparte, num mundo de pessoas mais instruídas, e esse período o fez refletir
sobre seu chamado, e isso o aproximou mais dos leigos.
Outra lição que aprendeu foi a de valorizar mais aqueles
que trabalham fora e se esforçam na obra de Deus, esse são verdadeiros
guerreiros, pois a espiritualidade não se desenvolve apenas na igreja, mas nas
tarefas do dia a dia.
Interessante que a palavra equipar num sentido médico do
grego clássico significa colocar um osso ou uma parte do corpo humano no devido
lugar em relação às outras partes do corpo de modo que cada parte se encaixe
perfeitamente, ou seja, recolocar as juntas no lugar.
Essa é a função dos ministros ajudar os santos a
desenvolverem seus ministérios, para que cada um exerça seu chamado num
determinado seguimento do corpo que é a igreja, e assim todo o corpo funcione
corretamente.
A igreja tem que aprender a viver como unidade, como um
corpo, e pra isso precisa de líderes que ajudem as pessoas a se incluírem no
corpo de Cristo, o líder tem que fazer de sua igreja um local de capacitação
para os membros, onde todo o corpo bem ajustado funcione para ser atuante no
ministério, que é o corpo de Cristo, a unidade deve fazer parte do nosso
chamado, ou seja, todo o crente é chamado para fazer parte do corpo de Cristo.
Em Efésios
4:1-Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação
com que fostes chamados. Nesse versículo Paulo nos relata que fomos
escolhidos por Deus e temos uma vocação e temos que andar digno dessa vocação,
se todo líder entender o que Paulo quis dizer irá perceber que na igreja todos
tem um dom específico que precisa ser descoberto e colocado em prática, para
que todo corpo funcione como um organismo vivo e saudável.
A igreja cresce e se edifica em amor quando cada um
exerce sua função sendo um membro ativo e entendendo sua posição dentro do
corpo, fazendo tudo com amor.
Para que os membros sejam equipados, a estrutura da
igreja precisa ser equipada, os líderes precisam ser equipados.
A edificação mútua através dos diversos dons leva a
igreja a uma maturidade em Cristo.
Cada ministério é essencial para a unidade do corpo de
Cristo, essa diversidade de dons e ministérios é que contribuem para a
edificação e crescimento, cada crente é um escolhido por Deus portando ele é um
ministro em favor do crescimento do reino.
A igreja só pode crescer como um corpo sadio se todos os
membros do corpo estiverem em funcionamento.
Quando a igreja se reuni, ela se edifica por meios dos
irmãos, cada um com o seu ministério - Efésios
5:19: Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e
salmodiando ao Senhor no vosso coração.
Deus e é o Capacitador-Mor, pois é, ele quem escolhe e
distribui os dons e ministérios, mas ele realiza tudo isso através de Jesus
Cristo.
Pela graça de Deus fomos escolhidos, nomeados e ungidos
povo especial, nação santa, propriedade exclusiva de Deus, somos
ministros-sacerdotes.
A
igreja funciona como um lugar de capacitação e edificação é na fornalha do dia
a dia que as pessoas são aprimoradas e desenvolve seus ministérios, Paulo
quando escreve a igreja de Éfeso ele relata que a igreja junta e unida promove
a edificação e crescimento dos santos Colossenses
3:16- A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria,
ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos
espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.
O seminário é importante, mas não
será ele que irá formar o caráter de alguém, o caráter é formado e moldado nas
experiências diárias junto com a comunidade local, é no método pragmático que a
igreja treina seus membros.
Os
grupos pequenos são os melhores meios pra se desenvolverem os dons espirituais.
A
igreja não é chamada pra ficar estagnada dentro de quatro paredes ela é chamada
pra ser atuante junto à comunidade, é daí que vem o termo Eclésia que
significa, convocados chamados para fora, é dever da igreja agir junto a
comunidade, levando o evangelho e a ação social para os perdidos.
Cada necessidade humana é uma oportunidade para fazer
missão.
A necessidade de se estruturar a família é prioridade da
estrutura de uma igreja, pois uma igreja bem estruturada tem suas famílias
firmes e sólidas no relacionamento com Deus.
Nosso trabalho secular pode ser
um ministério que Deus quer usar para alcançar as vidas, temos que entender que
nosso ministério não flui só na igreja, mas quando entendemos que nossa vida
pertence e está nas mãos de Deus, um exemplo é a vida de José que foi
estabelecido como primeiro ministro de Faraó para ministrar um grande
livramento na vida de seu povo, ser ministro de Cristo é isso aproveitar as
oportunidades que surgem, para anunciar a mensagem salvadora e transformadora
de Jesus Cristo.
A igreja foi escolhida por Deus
para fazer parte da Grande Comissão o IDE de Jesus de anunciar sua mensagem de
uma forma verbal e prática, verbal no que diz respeito ao anuncio do evangelho
de Cristo que cura, liberta e restaura, e na forma prática que é a encarnação
dessa mensagem de ser atuante junto à comunidade na ação solidária para com as
necessidades dos pobres e marginalizados.
A missão integral da igreja visa
o cuidado do ser humano como um todo, atingindo a vida espiritual e física,
libertando as pessoas de toda a prisão social, espiritual, física e emocional.
Deus nos escolheu para levarmos
essa mensagem e agir nessa sociedade que está corrompida e corroída pelo
consumismo, individualismo, violência, corrupção política, imoralidade,
diversidade religiosa e desigualdade econômica.
A igreja precisa ser mais atuante
junto ao bairro, ela precisa mostrar interesse pelas pessoas, precisa conhecer
as necessidades dos moradores, precisa sair da alienação das quatro paredes e
se envolver também com as causas terrenas.
Capacitar os crentes para missão
é mostrar que a ação social é indispensável para seu ministério.
Nesse livro Paul Estevens visa
bastante a reunião familiar, ou seja, poucos membros reunidos para adoração,
oração e meditação da palavra de Deus com isso se consegue aproximar mais os membros
mantendo assim uma relacionamento mais firme e próximo.
Interessante como o autor nos mostra na bíblia os
contextos que aparecem à palavra capacitar ou preparar, já vimos no contexto
médico o que ela significa que é colocar cada osso no seu devido lugar, segue
mais alguns contextos: como pescador
que limpa, prepara a rede para a próxima pescaria remendando os buracos, como pedreiro no contexto de Esdras e
Neemias na construção do templo e restauração das muralhas colocando as pedras
em ordem, como oleiro criar, formar,
moldar, ou seja, construir nas pessoas o que elas precisam ter para funcionar
de modo efetivo como servos de Deus na igreja e no mundo, como pai servindo como modelos para os filhos, assim como um filho
gosta de imitar o pai, capacitar significa servir de modelo, como projetista ajustar as partes que
faltam para completar o todo.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Traduções da Bíblia
Versão é uma tradução de uma língua para outra.
Versões são feitas para suprir necessidades de compreensão
da Bíblia em uma outra língua. Com a expansão do cristianismo (At 1:8),
pecadores foram salvos e Igrejas formadas, não somente através de Jerusálem,
Judéia, Samaria, mas através da Síria, Ásia Menor, Egito, Etiópia, Norte da
África, Macedônia, Grécia, Itália, etc. Começou então o grande trabalho de
traduzir a Palavra de Deus às línguas dos cristãos de todo o mundo Mt 28:19-20,
pois o mundo está dividido em nações, tribos e povos.
Versões Semíticas
Pentateuco
Samaritano
Esta versão é a Bíblia dos Samaritanos.
É o texto do Pentateuco, escrito nos antigos caracteres
hebraicos ou em samaritano.
O povo samaritano eram uma mistura dos povos das 10 tribos
do norte de Israel com o povo assírio, em decorrência da invasão de Sargão II
da Assíria em Israel, no governo de Manassés.
Os Targuns
Os Targuns (interpretações)são explicações escritos em
aramaico.
Foram utilizados quando os judeus voltaram do exílio, com
uma nova língua: o aramaico. As escrituras estavam em hebraico, portanto a necessidade
de escritos que explicassem as escrituras, pois não entendiam o que era lido em
hebraico.
Nesta época as escrituras(em Hebraico) eram lidas em público
e logo em seguida vinham as explicações do leitor em aramaico:
Ne 8:8 E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e
explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.
Estes Targuns foram muito utilizados nas Sinagogas,
inicialmente eram resumidos e simples, foram então melhorados e provavelmente
ganhou a forma escrita um pouco antes da era cristã.
Principais Targuns:
1. O da Lei (Ónquelos) - Séc.II d.C. 21, a leitura oficial do
Pentateuco na sinagoga.
2. O dos Profetas e Livros Históricos -
Jonathan Ben Uziel.
Versões Gregas
A Septuaginta
É a tradução da Bíblia Hebraica (VT) para o grego. Foi feita
para a biblioteca de Alexandria no Egito,
através de um pedido do monarca egípcio Ptolomeu Filadelfo ao
sumo-sacerdote judaico Eleazar. Foi traduzida em 72 dias, por um grupo de 72
eruditos (6 de cada tribo), por isto o razão de seu nome Septuaginta, que em
latim significa “70”
e simbolizada como “LXX”.
Esta versão foi de grande importância pelos seguintes
fatores:
Foi a versão utilizada pelos judeus da dispersão (nas
sinagogas), levando assim a bíblia (VT) para outras nações, pois o grego era a
língua comum dos povos na época do
Império Grego e continuando no Império Romano.
Foi uma providência de Deus, pois quando o cristianismo se iniciou,
existia no mundo uma língua comum : “ o grego “ e uma Bíblia nesta língua: a
Septuaginta, favorecendo então a propagação do evangelho para as nações.
Outras Versões em
Grego
-Versão de Áquila
-Versão de Teodocião
-Versão de Símaco
-Héxapla de Orígenes
Versões Siríacas
São as seguintes:
- A Peshito (cujo
significado é "simples") Feita entre 150 e 200 D.C., pela Igreja
Siríaca de Edessa (nordeste da Mesopotâmia). Serviu as igrejas do Oriente e
continha o Novo Testamento (faltando alguns livros).
Apartir desta versão, foram feitas as versões árabe, pérsica e armênica.
-A versão Filoxênia
- Feita em 508 pelo bispo Filoxeno de Hierápolis (Ásia Menor).
Versões Latinas
Traduções feitas para o latim
Compreende das seguintes:
Antiga Versão Latina
Ou versão Africana do Norte, teve sua conclusão em 170 D.C.,
em Cartago (África do Norte). Tem o Velho Testamento (apartir da Setuaginta) e
o Novo Testamento. Foi uma tradução usada pelas igrejas do ocidente.
A Ítala (ou
"Vetus Itala" em latim)
Compreende de uma revisão da Antiga Versão Latina. Tem o
Velho Testamento e o Novo Testamento, feita na segunda metade do século II na
Itália.
A Revisão de Jerônimo
Feita em 382-387 D.C. por Jerônimo, também compreende de uma
revisão da Antiga Versão Latina, usou a Héxapla de Orígenes.
A Vulgata
Feita por Jerônimo em 387-405 DC. Usou os textos em hebraico
para o Velho Testamento e através das várias versões em latim fez o Novo
Testamento Revisto.
Com a invensão da imprensa, a Vulgata foi o primeiro livro
impresso, em Mainz (Alemanha) no ano de 1452.
Por causa de sua popularidade e difusão, recebeu este nome
"Vulgata", do latim "vulgos" = povo => versão do povo,
popular, corrente.
Outros itens importantes da Vulgata:
-Foi a Bíblia da Igreja do Ocidente na Idade Média, por 1000
anos foi a Bíblia de quase toda a Europa.
-Foi usada como base para a traduções da Bíblia para outras
línguas.
-No Concílio de Trento (1546), foi decretada a Bíblia
oficial da Igreja Romana.
Versões Inglesas
Houve várias versões em inglês (Inglaterra e Estados
Unidos), a primeira foi feita em 1380 por John Wycliff.
A Segunda foi de William Tyndale (1494-1536), formado em
Cambridge e Oxford), fez a tradução
apartir dos idiomas originais. A versão de Tyndale foi a primeira Bíblia
impressa em inglês. Foi
também a base para a famosa Versão do Rei Tiago.
Versão do Rei Tiago - ou Versão Autorizada - KJV
É a versão de maior popularidade e difulsão em inglês. Publicada
em 1611. O Rei Tiago em 1604 presidiu uma conferência religiosa em Hampton,
afim de considerar as queixas dos puritanos contra os anglicanos. Resultou
desta conferência o propósito da publicação de uma nova versão da Bíblia, para
isto foram nomeados 54 teólogos (só 41 participaram). Tem como base o Texto
Recebido (T.R.) .
Texto Recebido (T.R.)
"Textus Receptus"
Grupo de documentos em
grego (manuscritos antigos em grego), recebido pelos crentes desde a época dos
apóstolos.
Também conhecido como
"Texto Tradicional",ou "Texto Bizantino".
Versão Revisada - English Revised Version (RV)
É uma revisão da Versão Rei Tiago (ou King James).
Participaram nesta versão um grupo de sábios inglêses e norteamericanos (Sayce,
Driver, Angus, Lightfoot, Westcott e outros doutores da Bíblia). Foi publicada
em 1881 (Novo Testamento) e em 1885 (Antigo Testamento).
Versão Revisada
Americana The American Standard Version (ASV)
Esta versão foi publicada em 1900 (Novo Testamento) e 1901
(Velho Testamento).
Versão Padrão
Revisada The Revised Standard Version (RSV)
Publicada em 1946 (Novo Testamento) e 1952 (Velho Testamento)
nos Estados Unidos. Começou em 1929 com um grupo de Teólogos tradutores como
Goodspeed, Moffat, Millar Burrows, Albright. Novos textos originais foram
consultados para esta versão.Segue o Texto Crítico (T.C.) . Recebeu elogios e
críticas, pois é teologicamente liberal em alguns pontos.
Texto Crítico (T.C.)
Edição de textos
gregos feitos por Wescott e Hort, apartir de um grupo de manuscritos, no ano de
1881.
Versões inglesas Recentes
The New
English Bible (NEB ).
1970
The New
American Standard Bible (NASB) 1971
The Living
Bible (TLB) 1972
The Good
News Bible (TEV) 1976
The New
International Version (NIV) 1978
Versões Alemãs
-No Século XIV, havia uma versão traduzida literalmente da
Vulgata (latina).
-Lutero fez uma outra versão apartir dos originais,
concluindo em 1534. Foi um excelente trabalho literário e esta Bíblia foi muito
importante para o Movimento da Reforma.
Tradução para o português
As traduções da Bíblia para o português tem origem na versão
de Almeida (1753), na Vulgata (384-387) ou diretamente das cópias antigas. O
caminho para as diversas traduções é mostrado na seqüência abaixo:
Apartir da versão de João Ferreira de Almeida
João Ferreira de
Almeida
A Primeira Bíblia traduzida para o português foi a Versão de
Almeida, antes apenas trechos da Bíblia tinham sidos traduzidos em Portugual.
Foi a primeira Bíblia em Português. Feita
por João Ferreira de Almeida a partir do grego e hebraico. A tradução do Novo
Testamento foi terminada em 1670, sendo impresso em 1681 em Amsterdã. O Antigo
Testamento foi traduzido até Ez 48:21, pois Almeida faleceu em 1691.
Seus amigos missionários (principalmente Jacob Opden Akker)
terminaram a tradução, sendo então a Bíblia completa publicada em 1753
(Amsterdã).
Almeida utilizou o Texto Recebido (T.R.) e também as traduções Holandesa, francesa,
italiana, espanhola e latina.
Esta versão tem sido a base para outras versões revisadas e
atualizadas e a preferida pelos evangélicos de língua portuguesa.
Edição Revista e
Corrigida - ARC
A Imprensa Bíblica Brasileira publicou em 1951 a Edição Revista e
Corrigida, abreviadamente ARC (A-Almeida R-revista C-corrigida).
A Edição Revista e
Atualizada, foi um trabalho realizado no período de 1945 a 1955).Foi baseada no
Texto Crítico (T.C.) , esta versão é semelhante a versão inglesaVersão Padrão
Revisada
Foi publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil em 1951 (Novo
Testamento) e 1958 (Antigo Testamento).
Versão Padrão
Revisada The Revised Standard Version (RSV)
Publicada em 1946 (Novo Testamento) e 1952 (Velho Testamento)
nos Estados Unidos. Começou em 1929 com um grupo de Teólogos tradutores como
Goodspeed, Moffat, Millar Burrows, Albright. Novos textos originais foram
consultados para esta versão.Segue o
Texto Crítico (T.C.) . Recebeu elogios e críticas, pois é teologicamente
liberal em alguns pontos.
Outras versões -
"Almeida"
Almeida Edição Contemporânea (ECA) - Editora Vida - 1990
Almeida Corrigida, Fiel (ACF) - Sociedade Bíblica
Trinitariana do Brasil - 1994 - segue o Texto Recebido (T.R.) (é uma ótima
tradução).
Versões em português com base na A Vulgata :
As seguintes versões são traduzidas diretamente da A Vulgata
e não do hebraico e grego originais:
.
Versão de Figueiredo.
Feita pelo padre Antônio Pereira de Figueiredo, que levou 17
anos para sua tradução. O Novo Testamento foi publicado em 1781 e o Antigo
Testamento em 1790. Desde 1821
a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (SBBE)
publica esta versão.
. Versão de Matos
Soares.
O Padre brasileiro Matos Soares, traduziu em 1932. Foi
publicada em 1946. Carece de fidelidade. Tem preconceitos e tendências,
especialmente nos itálicos que às vezes tem texto maior do que o original. É a
Bíblia popular dos católicos do Brasil.
Outras traduções
As versões abaixo não tiveram como base a A Vulgata e nem a
Versão de Almeida, mas foram traduzidas diretamente das copias antigas:
-A Tradução Brasileira.
Publicado em 1910
(Novo Testamento) e 1917 (Antigo Testamento). É uma tradução muito fiel ao
original, mas muito rígida, porque a tradução é literal.
-Bíblia na Linguagem de Hoje.
lançada em 1988 pela Sociedade Bíblica do Brasil.
Tem o objetivo de
apresentar os textos bíblicos em uma linguagem simples do povo.
-A Bíblia de Jerusalém (católica)- 1981,
Edições Paulinas
Outras Versões
Versões Ano:
Egípcia 250
Etiópica no quarto século.
Gótica 350
Armênia 400
Iberiana 570
Arábica no oitavo século.
Eslávicas 870
Persa 870
Italiano 1432
Francês 1487
Sueco 1541
Dinamarquês 1550
Holandês 1560
Espanhol 1602
Filandês 1642
Assinar:
Postagens (Atom)